Depois das influências da garimpagem no Garças, que começam no final do Sec. XIX com a suspeição do mineiro João José de Moraes Cajango[1] sobre diamantes na região em face das narrativas dos índios sobre a existência de Toricuego (pedras que brilham como estrelas) e a fama se popularizar a partir de 1908 com os achados do baiano Feliciano Sezilo dos Santos e os garimpos do Cassununga e Batovi se consolidarem na vila de Lajeado (1929), e a notícia alastrar-se rapidamente por todo o país e levas de aventureiros, notadamente do Nordeste, Goiás e Minas Gerais, fazer nascer povoados como, Santa Rita do Araguaia, Alto Garças, Barra do Garças, Itiquira, a primeira grande rota do garimpo no velho leste vai ocasionar o município de Poxoréu – MT, fora da região do Garças.
Esta 1ª rota começa na Fazenda de João Ribeiro Vilela, região das alminhas com a 2ª expedição do Mineiro João Ayrenas Teixeira em 1924 para, neste ano descobrir diamante em São Pedro, o estopim da povoação, cuja ocupação meteórica e de curta duração (1924-1927) alcançou mais de 3 mil habitantes, segundo os historiadores. (Baxter, 1988). Em 1925, nas adjacências de São Pedro, dois garimpos dividem os holofotes: Pombas (região do progresso) e o de “Todos os Santos”, tão abundante nos achados quanto na violência impostas por contraventores de plantão.
Alguns historiadores acreditam que, com a descoberta das influências em São Pedro, outra rota, passaria ser utilizada, aquela constante do traçado do hoje, caminho real (passando pela região do cassununga, Sangradouro, Alto Coité, em direção a Cuiabá) em 1818, na viagem do engenheiro e oficial real Luis d’Alicourt, de Santos a Cuaibá , resultou na edição da Lei Estadual n° 12.399/2024, que institui o Caminho Real, localizado entre os municípios de Araguaiana e Cuiabá .
Com a primeira rota em 1924 dela decorreu o surgimento de outras, a medida em que os achados se exauriam, Rota do Garimpo de São Paulo (1925) sendo a mais importante nesta expansão, a Rota do Garimpo do Morro da Mesa (Julho de 1926), descoberta quase que acidental, em função da fuga de alguns garimpeiros das lutas Morbcek/Carvalhiana, configurando-se, a partir dali no mais novo epicentro da garimpagem no leste de MT, além do Garimpo da Ponte dos Santos (1926), Travessão do Boleiros, que mais tarde, alcançariam os domínios dos compadres Luis Nascimento e Manuel Aquino (“Pié”) entre outros, no futuro município de Poxoréu, como os Garimpos de Alto Coité, 1937 (distrito em 1948); Buritizal (1937) e a região do Garimpinho (a partir dos anos 50) com o rego d´água.
A Rota do Garimpo do Morro da Mesa foi assistida por um movimento isolado da família do Sr. Elesbão Souza Porto (1924), antigo bairro dos Currais, implementado em 1926 com o Garimpo do Monchão Dourado e, nos anos 70, com o advento do garimpo mecanizado com as influências do Garimpo da Cambaúva, terras do diamantário Holdrado Francisco Pereira, mas também surgiram novas frentes de exploração, o garimpo da raizinha, desde 1934, O Garimpo do Corrego do Jácomo (fim dos anos 40).
O garimpo em Poxoréu começa em 1924 e segue até os anos 90 do Sec. XX, quando a atividade entra em decadência e a cultura se organiza para a exploração de outras alternativas econômicas, atualmente configuradas na pecuária, agricultura e no turismo de eventos.
João José de Moraes Cajango nasceu em 28 de julho de 1867, em Minas Gerais, Brasil, seu pai, Joaquim Antônio de Moraes, tinha 49 anos e sua mãe, Balduina Candida da Silveira, tinha 49 anos. Ele casou-se com Prudenciana Maria de Carvalho em 12 de janeiro de 1885, em Jataí, Goiás, Brasil. Eles tiveram pelo menos 9 filhos e 5 filhas. Ele faleceu em 3 de agosto de 1938, em Rio de Janeiro, Brasil, com 71 anos.
[1] João José de Moraes Cajango nasceu em 28 de julho de 1867, em Minas Gerais, Brasil, filho de Joaquim Antônio de Moraes, e Balduina Candida da Silveira.. Ele casou-se com Prudenciana Maria de Carvalho em 12 de janeiro de 1885, em Jataí, Goiás. Eles tiveram pelo menos 9 filhos e 5 filhas. Faleceu em 3 de agosto de 1938, no Rio de Janeiro, aos 71 anos.